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César Gómez (Canelones, Uruguai, 1977), assina sua obra como C’zar.

Artista visual e designer, sua obra se constrói a partir do íntimo e do simbólico, explorando a fragilidade, a memória e a reconstrução como núcleos sensíveis de sua produção.

Feridas, pele e linguagem surgem como eixos poéticos e políticos em seu trabalho. Pontos de cruz e linhas aludem a uniões precárias, tentativas de sutura e àquilo que resiste. O barquinho de papel — um símbolo recorrente em suas imagens — representa a jornada incerta, porém vital, a capacidade de seguir em frente mesmo em águas turbulentas. A fragmentação não é perda, mas sim a possibilidade de narrativa, memória e reconfiguração. Como afirma Hélène Cixous: “Sempre seremos fragmentos, mas a linguagem é o fio que tenta nos unir”.

Ele trabalha com técnica mista sobre tela, integrando materiais como óleo, acrílico, colagem, linhas, arame, cera, fogo e massa de enchimento. Seu processo consiste em construir camadas e depois erodi-las, desgastá-las com lixa ou intervir com calor, revelando o que está oculto e expondo o tempo na superfície. Os materiais assumem um papel simbólico e emocional, e a obra de arte torna-se um corpo aberto, um território vulnerável em constante transformação.

Ele se formou nas oficinas de Clever Lara, Mari Barraco e Javier Álvez. Sua visão artística também é nutrida por sua formação em design e arquitetura: é graduado em Design Aplicado (Universidad de la Empresa, UDE) e possui mestrado em Design de Interiores pela EsDesign Barcelona e VIU (Universidade Internacional de Valência).

Participou de exposições individuais e coletivas no Uruguai e no Chile e, desde 2024, integra o coletivo Gente en Obra, com o qual expõe em diversos espaços culturais de Montevidéu.

Em 2025, foi selecionado para o Concurso PA25 e, anteriormente, como parte do Grupo Dogma, seu trabalho foi reconhecido no 54º Prêmio Nacional de Artes Visuais Carmelo Arden Quin (2010/2011), concedido pelo Banco Oriental do Uruguai.

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